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terça-feira, 17 de maio de 2011

Sebrae destinará R$ 800 mi para projetos de inovação

O financiamento da instituição nos projetos de inovação será de 85% a 90%.

RIO - O Sebrae fará um aporte de quase R$ 800 milhões nos próximos três anos para projetos de inovação em micro e pequenas empresas, informou hoje o presidente da instituição, Luiz Barretto, durante o 23º Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O financiamento da instituição nos projetos de inovação será de 85% a 90%, cabendo às empresas a participação restante. Segundo Barretto, a inovação é um instrumento para fazer com que as pequenas e microempresas consigam enfrentar a concorrência de produtos chineses.

"Apenas 12 mil das pequenas e microempresas exportam seus produtos. A grande dificuldade é pensar como elas podem se inserir e ampliar seu mercado", disse Barretto. "Não há como pensar no desenvolvimento do País sem pensar na inclusão das pequenas e médias empresas. Elas participam apenas com 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos países desenvolvidos, esse patamar é quase o dobro disso. Na Argentina e no Chile, também. Há um desafio de aumentar a participação no PIB".

Segundo ele, a Copa do Mundo e as Olimpíadas significam novas oportunidades para micro e pequenos empresários. De olho no potencial de novos negócios, o Sebrae contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer um mapa de oportunidades e requisitos que devem ser preenchidos pelas pequenas e microempresas.

"A Petrobrás quer contratar fornecedores pequenos, mas há requisitos que precisam ser preenchidos. Nós queremos descobrir quais são esses requisitos para que as pequenas empresas possam ser fornecedoras", explicou o presidente do Sebrae, ressaltando que há nove setores em estudo com potencial para uma participação maior dos pequenos e médios empresários.

Autoria: Daniela Amorim e Sabrina Valle, da Agência Estado

Fonte: estadao.com.br

sábado, 7 de maio de 2011

Mercadante reafirma importância de transformação da FINEP em banco

Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal, realizada no dia 4/5, o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, reafirmou a importância da transformação da FINEP em banco.

Segundo ele, a inovação deve ser uma prioridade nacional e um eixo estruturante do desenvolvimento. Para que isso se torne realidade, é necessário criar novos instrumentos e aperfeiçoar o marco regulatório. A ideia é criar um novo padrão de financiamento do desenvolvimento tecnológico e da inovação, mais robusto em volume e qualidade, com novas fontes de recursos vindas dos royalties do pré-sal, da criação de novos fundos setoriais.

- Para investir em inovação de modo a fazer a diferença na elevação do padrão de competitividade da economia, a atuação da FINEP como um banco público de inovação é essencial. O debate sobre essa evolução da FINEP está longe de ser simples. Todas as implicações e consequências devem ser cuidadosamente ponderadas, pois o que está em jogo é a definição dos contornos da instituição mais adequada que o país necessita para apoiar a inovação. Por isso mesmo, as discussões estão sendo desenvolvidas com o MCT, o Ministério da Fazenda e o Banco Central, num curso natural de amadurecimento dentro do próprio governo - disse o ministro.

A proposta foi bem recebida pelos senadores e pelo presidente da Comissão, senador Eduardo Braga (PMDB/AM), ex-governador do Amazonas, que se manifestou favoravelmente. Além de representantes do MCT, participaram da audiência integrantes da área de C&T e senadores que compõem a comissão.

Na audiência, Mercadante também destacou a descentralização das universidades federais, que ainda apresentam concentração na região Sudeste. Segundo ele, é necessário investir em bolsas de estudo e programas de infraestrutura da pesquisa.

“Nosso desafio é manter os centros de excelência e dar qualidade ao sistema de pós-graduação de outras regiões. A política orçamentária do País precisa ter uma visão estratégica, para darmos um salto e expandir o setor de ciência, tecnologia e inovação”, disse o ministro.

Outro desafio destacado na audiência é o avanço da Banda Larga, principalmente na região Norte. Mercadante defendeu a melhoria dos acordos firmados entre governo e empresas de telecomunicações para oferta de banda larga nas escolas públicas. Para o ministro, é necessária uma discussão maior acerca do assunto no Senado.

O presidente da CCT propôs a formação de uma equipe formada por representantes do MCT e consultores da comissão para elaboração de propostas de alteração das legislações de C&T. “Se assim procedermos antes do término do primeiro semestre teremos matérias de defesa do setor”, disse Braga.

Fonte: finep.gov.br

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MEI pretende dobrar o número de empresas inovadoras até 2013

SÃO PAULO — O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta sexta-feira (4), após participar da primeira reunião de 2011 da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que há diversos pontos de convergência entre a indústria e o governo quando de trata da inovação industrial. O MEI tem o objetivo de dobrar o número de empresas inovadoras até 2013.

Mercadante ressaltou que o Brasil precisa de inovação e para isso é necessário que haja parcerias entre o executivo e as empresas, seja no financiamento, no incentivo fiscal ou no desenho de uma política industrial. “Inclusive elegendo políticas específicas e uma agenda micro econômica relevante. É essa parceria que estamos buscando para reverter esse quadro”.

O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que no Brasil nem o governo, nem as empresas e nem a academia têm cultura de inovação e que os esforços existentes são isolados, daí a importância do MEI.

“Como não existe uma cultura disseminada pela inovação, os mecanismos e financiamentos que dispomos são pouco divulgados, as empresas aderem pouco a isso. É uma questão de divulgar mais”.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=1&id_noticia=361265