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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

IBM lista inovações revolucionárias dos próximos cinco anos

Empresa mostra como a tecnologia vai mudar a forma de trabalhar, viver e se divertir

Baterias que usarão o ar para alimentar os dispositivos, trajetos personalizados, computadores que ajudarão a fornecer energia a cidades, sensores que poderão ajudar a salvar o planeta e tecnologia 3D. Estes são os destaques da quinta edição da lista anual “IBM Next 5 in 5”, uma relação de inovações que vão mudar a vida das pessoas nos próximos cinco anos. Serão alterações no modo de trabalhar, viver e se divertir com base nas tendências de mercado e da sociedade mundial, além de tecnologias emergentes desenvolvidas nos laboratórios da empresa. Veja como elas poderão contribuir para a sua vida:

Baterias a ar

Para a IBM, nos próximos cinco anos avanços na tecnologia de transistores e de baterias permitirão que os seus dispositivos durem 10 vezes mais do que hoje. E, melhor ainda, em alguns casos elas poderão desaparecer de dispositivos menores. Em vez das pesadas baterias de íon lítio, os cientistas estão trabalhando em produtos que usam o ar para reagir com metal denso em energia. Se for bem-sucedido, o resultado será uma bateria leve, poderosa e recarregável, capaz de alimentar desde carros elétricos até dispositivos de consumo.

Caminhos personalizados


Imagine seu deslocamento sem engarrafamento, sem atrasos por obras na rua e sem precisar se preocupar em chegar tarde ao trabalho. Avançadas tecnologias analíticas, segundo a empresa, fornecerão recomendações personalizadas que levem as pessoas para onde elas precisarem ir. Sistemas adaptáveis de tráfego aprenderão intuitivamente os padrões e comportamentos do viajante para oferecer a ele, de forma mais dinâmica do que é hoje, informações de rota e de segurança de viagem. Pesquisadores estão desenvolvendo modelos que vão prever os resultados de rotas variáveis de transporte e oferecer informações que vão além dos relatórios tradicionais de tráfego. Os cientistas desenvolvem ainda aplicativos baseados na web para informar tempos estimados de viagens.

Computadores fornecerão energia

As inovações em computadores e centros de processamento de dados vão permitir que o calor e a energia que eles liberam sejam utilizados para aquecer construções no inverno e alimentar aparelhos de ar-condicionado no verão. Até 50% da energia consumida por um centro de processamento de dados moderno é usada pelo sistema de resfriamento de ar. A maior parte do calor é desperdiçada porque simplesmente é liberada na atmosfera. Em novas tecnologias, como os novos sistemas de resfriamento por água em chips, a energia térmica de um cluster de processadores computacionais pode ser reciclada de forma eficiente para oferecer água quente. Projeto piloto na Suíça que usa a nova tecnologia impede a emissão de cerca de 30 toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera.

Salvar o planeta

Qualquer pessoa pode ser um sensor ambulante. Nos próximos anos, os sensores do celular, do carro, da sua carteira e mesmo em suas “tuitadas” coletarão dados que darão aos cientistas uma imagem, em tempo real, do seu ambiente. Assim, você poderá fornecer dados para combater o aquecimento global, salvar espécies ameaçadas ou monitorar plantas ou animais invasivos que ameaçam ecossistemas. Num futuro breve vai surgir uma nova classe de “cientistas cidadãos” usando sensores simples, que já existem, para criar enormes volumes de dados para pesquisa.

Tecnologias 3D

As interfaces em 3D, como as usadas no cinema, vão permitir a você interagir em tempo real com as de seus amigos. O cinema e a TV já estão migrando para a imagem tridimensional e, à medida que as câmeras 3D e holográficas ficam mais sofisticadas e menores, para caber em celulares, ficará mais viável interagir com fotos, navegar na web e conversar com seus amigos de formas totalmente novas. Cientistas estão trabalhando para aprimorar o chat com vídeo para torná-lo holográfico, um tipo de “telepresença em 3D”. As técnicas usam feixes de luz emitidos pelos objetos, reconstruindo-os como uma imagem, uma técnica similar à que o olho humano usa para visualizar o ambiente ao redor.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2010/12/23/interna_tecnologia,199804/ibm-lista-inovacoes-revolucionarias-dos-proximos-cinco-anos.shtml

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Wikis para canalizar a criatividade coletiva e produzir inovação

Por Sérgio Storch (*)

O blog é a grande vedete da chamada Web 2.0. O título é merecido, pois permite que cada pessoa se expresse e atinja multidões de forma totalmente livre, sem controles editoriais. Os blogs são a base da grande revolução da desintermediação, e da derrubada dos muitos “muros de Berlim” que atravessam o caminho entre as pessoas.

wiki1

Porém, os processos de inovação requerem mais do que simplesmente a liberdade de cada indivíduo poder expressar suas idéias. Criatividade não é inovação, e sim apenas um de seus ingredientes. Para que idéias se transformem em resultados, novos produtos, novos processos e novos negócios, é necessário que as pessoas não apenas digam o que pensam, mas que elas se entendam, se coordenem e trabalhem de forma organizada.

Por séculos o papel de coordenação das ações humanas coube à organização hierárquica, que se mostrou muito eficiente em processos produtivos estáveis e localizados no mesmo espaço. A turbulência das mudanças do final do Século 20 está derrubando essa maneira tão confortável de se trabalhar (confortável porque permite aquilo que gosto de chamar de “síndrome de Noé”: noé comigo!). A noção de hierarquia (“manda quem pode, obedece quem tem juízo”) rima com a idéia de “cada macaco no seu galho”. Muita gente ainda vive, trabalha e se aposenta desse jeito. Mas esse mundo está acabando.

Coordenação, porém, é necessária, e nisso os blogs não ajudam muito. No entanto, os blogs irreverentes e criativos têm um irmãozinho bem comportado e que ajuda a colocar cada coisa no seu lugar, onde todos possam encontrar, usar e melhorar. É o wiki. O melhor exemplo, que muita gente conhece, é a Wikipédia, um dos cinco portais mais visitados na internet.

Muitas pessoas acham que wiki é para fazer enciclopédias, mas esa é apenas UMA das muitas aplicações do wiki que estão sendo descobertas. Outra aplicação que vem sendo muito adotada nas organizações mais inovadoras é o wiki para organizar e produzir colaborativamente todas as informações de um projeto (documentos, apresentações, links, pessoas, calendário, idéias, perguntas e respostas, fotos, atas, músicas, relatórios e tudo o mais que uma equipe produz e precisa utilizar).

O wiki pode substituir a hierarquia? Calma lá. Sozinho não, pois só informação não coordena nada. Não vamos endeusar as ferramentas. As pessoas são movidas por vontades e interesses. É preciso gente para coordenar gente.

O wiki é um AMBIENTE no qual pode haver uma dança das cadeiras o tempo todo entre quem coordena e quem é coordenado. Equipes podem escolher seus “chefes” dinamicamente, conforme o conhecimento e iniciativa de cada um. É um ambiente que estimula o empreendedorismo numa organização ou numa rede de pessoas. O desafio que temos nos processos inovativos é gerar novas regras de comportamento que levem a uma dinâmica interpessoal e tira proveito dessas novas mídias para acelerar a inovação.

Vamos experimentar inovando no próprio projeto Faça Diferente?

(*) Sérgio Storch é consultor credenciado do Sistema Sebrae, para projetos de gestão do conhecimento, inteligência coletiva e mídias sociais. É presidente do pólo SP da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br) e escreve sobre esses assuntos no blog “Vou Vivendo” (www.sergiostorch.com).

Fonte: Faça Diferente (http://www.facadiferente.sebrae.com.br/2009/02/03/wikis-para-canalizar-a-criatividade-coletiva-e-produzir-inovacao/)