terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Para País inovar mais, governo aprofundará integração com indústria

Os ministros Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disseram na última sexta-feira, 4, que vão aprofundar a integração com a iniciativa privada na implementação de novas medidas de estímulo à inovação.

O anúncio foi feito durante a primeira reunião do ano da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para incentivar a inovação nas empresas. O evento ocorreu na sede da CNI em São Paulo.

A MEI tem o apoio da Anpei, que se fez representada na reunião pelo seu presidente Carlos Calmanovici, pelo diretor Ronald Dauscha e pelo secretário executivo Naldo Dantas. O presidente do Conselho Superior da Anpei e membro do Comitê de Líderes Empresariais da MEI, Pedro Wongtschowski, também esteve presente.

Para Carlos Calmanovici, o encontro mostrou que o País vive um momento positivo no que diz respeito à inovação tecnológica, com entendimento entre os setores público e privado (veja mais aqui).

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que coordenou a reunião da MEI, disse que o empresariado e a área econômica do novo governo têm mantido intenso diálogo na adoção de iniciativas que melhorem a competitividade das empresas brasileiras. Na sua visão, nada mais natural, portanto, que o estreitamento dessa cooperação se aplique à inovação. “É essencial fazer da inovação uma das principais estratégias para as empresas brasileiras serem mais competitivas”, assinalou o presidente da CNI.

Lucro presumido – O ministro da Ciência e Tecnologia informou que entre as novas medidas de estímulo à inovação que o governo e a MEI discutirão está a possibilidade, a ser negociada com a Secretaria da Receita Federal, de alterar a legislação que proíbe a concessão de incentivos fiscais para inovação às empresas que operam com base no lucro presumido.

A restrição é considerada pela CNI como um dos maiores empecilhos ao acesso à inovação pelas pequenas e médias empresas. A entidade ressalta que os incentivos fiscais destinados à inovação, por serem direcionados às empresas que operam pelo regime de apuração do lucro real, em que se enquadram as grandes companhias, beneficiam apenas 8% das empresas.

Outra iniciativa conjunta do governo e MEI anunciada por Mercadante será o lançamento de um programa que estimule o regresso ao país, para que trabalhem dentro das empresas, de cientistas brasileiros que estão no exterior. Governo e empresariado estudarão em conjunto, também, conforme foi discutido na reunião da MEI, a criação de programas setoriais de estímulo à inovação, beneficiando diretamente alguns segmentos produtivos, um dos itens da agenda de trabalho da MEI.

O MDIC e o MCT analisarão, ainda, como agilizar o processo de concessão de patentes pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), que é lento, retardando a inovação. O prazo médio de concessão de patentes no INPI é atualmente de seis anos. Mercadante informou existirem hoje, no INPI, cerca de 200 mil processos de concessão de patente à espera de aprovação.

Cultura de inovação – Os ministros da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior enfatizaram não existir, no Brasil, uma cultura da inovação, que é urgente disseminar. Tal urgência, segundo eles, é necessária principalmente pela perda de mercados que a concorrência das empresas asiáticas, em especial da China, está impondo de forma acelerada às empresas brasileiras.

(Com informações da CNI)

Fonte: http://www.anpei.org.br/imprensa/noticias/para-pais-inovar-mais-governo-aprofundara-integracao-com-industria/

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MEI pretende dobrar o número de empresas inovadoras até 2013

SÃO PAULO — O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta sexta-feira (4), após participar da primeira reunião de 2011 da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que há diversos pontos de convergência entre a indústria e o governo quando de trata da inovação industrial. O MEI tem o objetivo de dobrar o número de empresas inovadoras até 2013.

Mercadante ressaltou que o Brasil precisa de inovação e para isso é necessário que haja parcerias entre o executivo e as empresas, seja no financiamento, no incentivo fiscal ou no desenho de uma política industrial. “Inclusive elegendo políticas específicas e uma agenda micro econômica relevante. É essa parceria que estamos buscando para reverter esse quadro”.

O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que no Brasil nem o governo, nem as empresas e nem a academia têm cultura de inovação e que os esforços existentes são isolados, daí a importância do MEI.

“Como não existe uma cultura disseminada pela inovação, os mecanismos e financiamentos que dispomos são pouco divulgados, as empresas aderem pouco a isso. É uma questão de divulgar mais”.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=1&id_noticia=361265

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Concurso de inovação tecnológica vai premiar brasileiro com curso nos EUA

Iniciativa, da FIAP, quer eleger o melhor projeto sobre uso da tecnologia para beneficiar 10 milhões de pessoas, em 4 anos.

A faculdade de tecnologia FIAP está promovendo o concurso Call to Innovation, voltado a eleger a ideia mais inovadora sobre a forma de utilizar a tecnologia para beneficiar 10 milhões de brasileiros, nos próximos quatro anos. O profissional responsável pelo projeto vencedor receberá uma bolsa de estudos para cursar o Graduate Studies Program 2011, da Singularity University (SU), que acontece de junho a agosto deste ano, nas instalações da NASA Ames, na Califórnia (Estados Unidos).

O prêmio para o vencedor inclui ainda o pagamento de todas as despesas relacionadas à viagem e R$ 10 mil para implementar o projeto sugerido, com apoio de mentores, e uma bolsa integral para o curso do programa de MBA da FIAP. O ganhador será também classificado automaticamente para o Desafio Brasil 2011, concurso de empreendedorismo promovido pela Intel Brasil, que é patrocinadora do Call to Innovation.

A FIAP informa ainda que, além do vencedor, os idealizadores das 25 melhores ideias apresentadas no concurso Call to Inovation receberão um curso online para elaboração de plano de negócios e também entrarão nas finais regionais de seus respectivos estados do concurso Desafio Brasil 2011.

As inscrições para o concurso podem ser feitas pelo site www.calltoinnovationfiap.com.br, até 18 de março. Para participar, os interessados devem responder à pergunta: “A inovação tecnológica tem evoluído fortemente nas últimas décadas transformando a sociedade e proporcionando melhores condições de vida para as pessoas. Em face disso, qual é sua proposta de inovação tecnológica que pode transformar e trazer valor agregado à vida de dez milhões de brasileiros nos próximos quatro anos? Justifique”.

Exigências para os participantes
No momento da inscrição, os profissionais precisarão enviar também um vídeo. Um dos objetivos é analisar a fluência de inglês dos participantes, uma vez que todo o curso da SU é ministrado nesse idioma.
Sobre as exigências mínimas para participar do Call to Innovation, além do conhecimento da língua inglesa, o concurso é aberto a brasileiros ou naturalizados, com mais de 18 anos, que residam no País e sejam estudantes universitários ou formados em qualquer área.

O nome dos ganhadores do projetos será divulgado em 5 de abril.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/concurso_de_inovacao_tecnologica_vai_premiar_brasileiro_com_curso_nos_eua

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Estrangeiros olham inovação brasileira

O Brasil segue atrasado no esforço de inovação, mas há boas notícias. Obra de pesquisadores de Santa Catarina, a Plataforma Lattes é uma ferramenta sem par no mundo. Tem mais de 1,7 milhão de currículos de onde o CNPq pode sacar informações precisas, como a lista dos especialistas em nanotecnologia. Interessados em copiar o modelo, pesquisadores americanos e europeus vieram ao país para discutir ideias. Eles também vieram conhecer de perto a tecnologia do Portal Inovação, onde é possível até checar quantas patentes brasileiras existem numa área específica. Estados Unidos e Europa, líderes em tecnologia, não têm nada igual.

Fonte: Revista Época

sábado, 29 de janeiro de 2011

Finep prevê destinar R$ 4 bilhões para inovação em 4 anos

Estimativa é de Glauco Arbix, que assumiu a presidência do órgão nesta sexta-feira, 28/1, prometendo duplicar o crédito da Financiadora de Estudos e Projetos.

Investir em inovação não é mais escolha, mas sim uma necessidade para o Brasil se tornar mais competitivo, defendeu o sociólogo Glauco Arbix, novo presidente da Financiadora de Estudos e Projeto, (Finep), braço de fomento do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Ele assumiu o cargo nesta sexta-feira, 28/01, prometendo duplicar a capacidade de crédito do orgão, atingindo R$ 4 bilhões ao final de quatro anos.

“Poucas instituições no mundo atuam da pesquisa ao crédito, como aqui. O Brasil precisa de um choque de inovação e a Finep será protagonista desse processo na condição de um banco de fomento”, explicou.

Arbix disse que o órgão tem como alvo a atuação nas áreas tecnológicas críticas da economia e da sociedade brasileira. Ele destacou que “o Brasil vive hoje uma dupla pressão, na forma de uma
pinça gigantesca”.

O sociólogo observa que o Brasil enfrenta a competição dos países avançados, baseada em conhecimento novo e tecnologia, além da concorrência feroz de outros emergentes como China e Índia.

“Quem pensou um dia que o Brasil poderia competir apenas com base em commodities ou baixos salários, só encontrará frustração a sua frente. A elevação do atual padrão de competitividade da estrutura produtiva e de serviços é essencial”, enfatizou o presidente da Finep.

Com esse cenário, Arbix, considera fundamental combinar a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) com os programas de do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de investimento e inovação.

Ele garantiu que vai aprofundar seu foco nas empresas, no apoio aos centros e universidades que geram conhecimento novo, no aperfeiçoamento da infraestrutura de pesquisa (sempre em sintonia com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/01/28/finep-preve-destinar-r-4-bilhoes-para-inovacao-em-4-anos/


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

will.i.am, do Black Eyed Peas, é agora diretor de Inovação Criativa da Intel

Na opinião da companhia, a parceria com o artista, empresário e produtor representa o casamento perfeito entre entretenimento e tecnologia.

A Intel anunciou nessa terça-feira, 25/01, em Anaheim, onde realiza uma conferência interna de vendas e marketing, a contratação de will.i.am, do Black Eyed Peas, como diretor de Inovação Criativa. "Ele não é apenas um produtor e um artista brilhante, mas também um inovador que empurra os limites da tecnologia profissionalmente e pessoalmente. Partilhamos um forte interesse na inovação em torno de música, arte e estilo de vida, e estamos animados em unir forças para estabelecer uma conexão emocional com os consumidores", disse Deborah Conrad, vice-presidente da Intel e diretora de Marketing.

Mais conhecido por ser o líder do Black Eyed Peas, will.i.am se diz fã de tecnologia, além de empresário, filantropo e sete vezes vencedor do Grammy. "Quase tudo o que faço envolve processadores e computadores, e quando vejo um chip Intel penso em todas as mentes criativas envolvidas que ajudam a ampliar a minha própria criatividade", disse ele. "A parceria com os cientistas, pesquisadores e programadores da Intel para colaborar e co-desenvolver novas formas de comunicar, criar, informar e entreter, vai ser incrível."

Segundo a Intel, a função de will.i.am o levará a colaborar fortemente com muitos empreendimentos criativos e tecnologias que integram o conceito de “Compute Continuum” (Computação Continuada), que preza pela manutenção da melhor experiência do usuário e pela livre capacidade de transferir conteúdos, em tempo real, entre diferentes dispositivos de acesso a Internet – dos tradicionais desktops e notebooks até carros, smartphones e eletrodomésticos. Na visão da Intel, a "computação continuada" redefinirá a relação dos consumidores com os equipamentos usados para o consumo de fotos, músicas, vídeos e outros conteúdos disponíveis online. A Intel trabalha para materializar esta visão em um período de até 18 meses.

Complementando seu papel visionário como líder do Black Eyed Peas, will.i.am também já está trabalhando expressamente para a Intel na área de música. Detalhes, porém, não foram revelados.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/mercado/2011/01/25/will-i-am-do-black-eyed-peas-e-agora-diretor-de-inovacao-criativa-da-intel/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Empresas buscam funcionários ‘inovadores’

Pesquisa da americana GE mostra que fator número um para a inovação é a contratação de pessoas criativas


Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Uma pesquisa mundial com mil executivos feita pela gigante americana GE mostrou que, na hora de inovar, as pessoas são o principal bem de uma empresa. Tanto na média dos 12 países incluídos na pesquisa quanto entre os brasileiros, o principal fator apontado para garantir a constante inovação em processos e produtos foi a contratação de funcionários que não tenham medo de apresentar ideias novas.

No Brasil, as respostas evidenciaram também que o mercado é especialmente carente de ideias inovadoras. Dos cem executivos brasileiros ouvidos pela GE, 89% responderam que existe um "apetite" social pela inovação; na amostra geral, que inclui vários países desenvolvidos, o porcentual cai para 77%.

Para Beth Comstock, principal executiva de marketing da GE, a pesquisa sobre inovação tem a função de validar o direcionamento da empresa em diferentes mercados. No caso do Brasil, diz ela, o levantamento deixou claro o otimismo da classe empresarial sobre o futuro econômico do País e também o importante papel que a inovação terá nessa expansão. "Os executivos estão cientes de que as pessoas criativas são necessárias. É o que fazemos na GE: buscamos pessoas de diferentes estilos e pontos de vista sobre a vida."

Segundo a executiva, a pesquisa em 12 países, que pela primeira vez incluiu mercados emergentes – antes, era feita só na Europa –, serviu para mostrar que, cada vez mais, as soluções inovadoras terão caráter local. "As soluções terão de ser multilaterais, não existe uma forma que sirva a todos os mercados. Nesse novo formato, as empresas terão de estar preparadas para um novo tipo de interação – e até estar preparadas para colaborar com seus principais concorrentes."

Nas empresas com perfil inovador, a busca por profissionais inovadores é só o primeiro passo para a criação de novos processos e produtos. Para o diretor de comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes, é preciso também criar o ambiente para a criatividade aflorar.

Liberdade

No caso do Google, diz ele, isso se traduz em horários flexíveis e no respeito às características individuais: "Aqui, as pessoas podem trabalhar em casa, em uma sala sozinhas ou em um grupo. Cada um pode criar de seu jeito".

De acordo com o executivo, é possível encontrar o candidato com as características certas em processos seletivos. "Não buscamos gênios, mas sim pessoas com capacidade criativa, inquietude e que se interessem por coisas novas. E temos técnicas e estímulos para detectar isso durante a entrevista", diz Ximenes.

O grupo mineiro Algar, que atua nas áreas de telecomunicações, serviços, turismo e agronegócio, incentiva a inovação por meio de programas destinados a processos produtivos e ideias de negócios. Desde 2001, a empresa investiu R$ 37 milhões nas iniciativas de inovação. Segundo o vice-presidente de talentos humanos da companhia, Cícero Domingos Penha, a arrecadação com mais de mil sugestões apresentadas no período foi bem maior: R$ 254 milhões.

O executivo diz que a meta para 2011 é "turbinar" o programa, incentivando a apresentação do pacote completo. "Além de conceber a ideia, queremos que os funcionários se responsabilizem pela operação do projeto".

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/not_52575.htm