terça-feira, 5 de abril de 2011
Concurso vai distribuir mais de R$ 100 mil para projetos inovadores em TI
Já estão abertas as inscrições para o concurso Desafio Brasil. Podem participar da iniciativa, promovida pela Intel, empreendedores, estudantes e startups que tenham projetos de inovação tecnológica no País. Ao todo, serão distribuídos mais de R$ 100 mil em prêmios para os ganhadores. Além disso, todas as iniciativas selecionadas receberão mentoring (monitoria) de profissionais da indústria local e do Vale do Silício (Estados Unidos), assessoria jurídica e consultoria em planos de negócios.
Trata-se da sexta edição do Desafio Brasil que, neste ano, conta com a coordenação do GVcepe (centro de private equity e venture capital da Fundação Getulio Vargas) e o apoio da Microsoft, Derraik Advogados e Helice Consulting.
Os primeiros colocados no concurso brasileiro também representarão o Brasil na etapa América Latina do Desafio Intel e, caso sejam classificados nessa fase, poderão concorrer à competição mundial de startups, Intel Global Challenge, que acontecerá na Califórnia (EUA). Os vencedores globais receberão, além de prêmios em dinheiro, acesso a fundos internacionais de investimento.
Para participar do concurso Desafio Brasil, os interessados devem cadastrar-se no site oficial www.desafiobr.com.br, onde terão acesso ao regulamento e poderão submeter seus projetos até 20 de maio.
Entre as regras do concurso, só podem participar empreendedores e startups que não tenham recebido mais de US$ 500 mil em subsídios do governo ou mais de US$ 300 mil em recursos de investidores.
Fonte: olhardigital.uol.com.br
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Brasil pode se tornar uma das principais potências em pesquisa ciêntífica
O Brasil, junto a China, Índia e Coreia do Sul, podem se tornar rivais das superpotências atuais (Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão) nos próximos anos. Embora a China tenha apresentando crescimento mais elevado, o Brasil se destaca com o investimento crescente em biotecnologia, chegando a tomar 1,4% do PIB em 2007 e pretendendo alcançar 2,5% em 2022, de acordo com o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia).
Desde 1999 o Brasil já se aproxima dos países mais desenvolvidos da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), com um investimento de 0,87% do PIB nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. Sendo assim, o número de pesquisas científicas tende a crescer mais a cada ano, principalmente as vindas de estudantes do Ensino Superior. Ainda de acordo com o MCT, tais pesquisas tem uma taxa anual de crescimento de 10,5%, o que indica três vezes mais que o crescimento da produção mundial.
Fonte: olhardigital.uol.com.br
segunda-feira, 21 de março de 2011
Brasil faz acordo com EUA que irá contribuir para acelerar análise de patentes
Ao lado do PPH, outras ações do INPI vão agilizar as análises de patentes, como a contratação de pesquisadores, o aumento da produtividade, a revisão de procedimentos internos e ações em parceria com outros países, inclusive na América do Sul. Em média, hoje, uma patente leva cerca de 8,3 anos para ser concedida e o objetivo, até 2015, é reduzir este prazo pela metade.
A grande vantagem do PPH é que o examinador de um país (o Brasil, por exemplo) poderá ter acesso à busca internacional feita pelo pesquisador de outra nação (como os Estados Unidos), servindo como subsídio para o seu trabalho, que ficará mais rápido. Todos os examinadores devem fazer a mesma busca, já que uma patente só pode ser concedida se não houver nada igual em nenhuma parte do mundo. Além disso, o segundo país nem precisará analisar as reivindicações que já tiverem sido indeferidas no primeiro. O pedido só será analisado pelo PPH se o solicitante pedir.
Por exemplo: uma empresa pediu uma patente relacionada à tecnologia da informação nos Estados Unidos e no Brasil. No primeiro país, ela já foi analisada e concedida. Se o depositante pedir que ela seja avaliada no Brasil pelo PPH, o examinador do INPI terá acesso à busca internacional do seu colega americano, que não encontrou nada parecido em lugar algum. O brasileiro pode simplesmente complementar a busca, enquadrar o pedido na legislação brasilera e, assim, concluir a análise mais rapidamente.
Portanto, não existe aceitação prévia do exame efetuado por qualquer dos escritórios. No INPI, os dados disponibilizados serão utilizados como informação preliminar e auxiliar para o exame efetuado pelo Instituto.
Acelerando a análise destes pedidos, a tendência é abrir espaço para que as outras solicitações também ganhem agilidade, uma vez que a fila de patentes aguardando análise ficará menor. Junto com as outras medidas adotadas pelo INPI, este sistema contribuirá para reduzir o prazo médio de análise em todos os pedidos de patentes no Brasil.
Fonte: inpi.gov.br
terça-feira, 15 de março de 2011
Funtec vai apoiar projetos de biotecnologia e energia alternativa
O Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai apoiar, este ano, projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação nos setores de energia, meio ambiente, saúde, eletrônica, novos materiais, química, transportes e petróleo e gás. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (14/03) pela instituição.
No ano passado, foram apoiados pelo Funtec 27 projetos, com recursos não reembolsáveis da ordem de R$ 200 milhões. Os principais setores atendidos foram os de eletrônica e meio ambiente, que responderam por 27,9% e 21,25% dos recursos comprometidos, respectivamente, segundo informou a assessoria do banco.
Dentre os projetos de setores considerados prioritários para o setor produtivo brasileiro, foram selecionados este ano pelo BNDES a geração de energia a partir de fontes alternativas; o desenvolvimento de biofármacos, vacinas e terapias celulares não produzidos no País; desenvolvimento de mecanismos armazenadores de energia para veículos elétricos (baterias); equipamentos e processos para a cadeia produtiva de petróleo e gás; e a criação de equipamentos que viabilizem a implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
A participação do BNDES é de até 90% do valor total do projeto. Este deve ser apresentado por instituições tecnológicas, em parceria com empresas cuja atividade econômica esteja diretamente ligada à pesquisa aplicada, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação.
(Fonte: Jornal do Commercio - 15/03/2011)
quinta-feira, 3 de março de 2011
MCT: Subvenção para inovação tecnológica perde R$ 610 milhões
O corte de R$ 1,7 bilhão no orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia terá impacto direto nos recursos destinados para empréstimos sem reembolso, como a Subvenção Econômica, que teve resultado preliminar recém-divulgado, com a maior parte dos projetos voltados para TIC. Do total, R$ 610 milhões foram contingenciados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Segundo o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, o valor representa na prática uma redução de 20% no dinheiro disponível para os empréstimos não reembolsáveis. “Vamos ter que alongar prazos desses investimentos. Empresas que receberiam em março, vão receber mais tarde", exemplificou.
Por outro lado, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anunciou que haverá mais dinheiro para crédito - ou seja, financiamentos reembolsáveis. Além dos R$ 700 milhões inicialmente previstos dentro do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), haverá transferência de mais R$ 1 bilhão pelo BNDES à Finep.
“A Medida Provisória com a transferência desses recursos do BNDES à Finep deve sair ainda nesta semana. Além disso, na semana passada acertamos com o Conselho do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador] a liberação de outros R$ 220 milhões. Portanto, a Finep terá quase R$ 2 bilhões para crédito em 2011”, disse o ministro.
Além dos R$ 610 milhões do FNDCT, os cortes no Ministério afetaram as emendas parlamentares ao setor - R$ 710 milhões a menos - e outros R$ 350 milhões destinados a custeio. “Vamos limitar os gastos, como aluguéis e viagens, tudo que não seja finalístico, além de adiar projetos que não sejam prioritários”, disse Mercadante.
Banco Finep
Paralelamente vai sendo tocado sem pressa o projeto de transformar a Finep em uma instituição financeira - ou o reconhecimento da instituição como tal, como diz seu presidente, Glauco Arbix. Ele acredita que o plano de transição estará pronto em dois meses, mas o processo deve durar três anos. “Sendo que o Banco Central sempre poderá dizer, mais tarde, que ainda precisam mais acertos”, disse.
Segundo o ministro Mercadante, o primeiro passo é a informatização da Finep, seguido pela avaliação e ajustes necessários para que a instituição atenda as regras de Basiléia - parâmetros que balizam o setor financeiro. “Já contamos com um parecer favorável do Banco Central, desde que sejam feitos os ajustes necessários”, disse o ministro.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Curso online gratuito de Gestão da Inovação no Ietec
- Objetivo
Dirigido aos profissionais de nível técnico e superior que desejam conhecer aspectos relativos à Gestão da Inovação, o curso tem como objetivo abordar os conceitos, fundamentos e processos de inovação nas organizações, apresentando aos participantes técnicas para formação de equipes, inserção de sistemas de recompensa por resultados alcançados e produção de ideias.
- Metodologia
Idealizado para ser realizado totalmente online, com duração estimada de 4 horas, o curso está dividido em módulos, o que permitirá maior flexibilidade, pois você poderá dedicar-se a um ou mais módulos por dia; além disso, o formato modular irá facilitar a aprendizagem. Ao final de cada um desses módulos você fará uma atividade avaliativa. Se durante o curso você desejar esclarecer dúvidas ou enviar sugestões, basta entrar em contato através do e-mail suporte.ead@ietec.com.br.
A emissão do certificado de participação no curso está condicionada a um acesso mínimo de 2 horas à sala virtual e ao aproveitamento mínimo de 60% nas atividades. Estando de acordo com essas duas condições, o sistema automaticamente autorizará a liberação do certificado para que você possa imprimi-lo.
O tempo máximo para você finalizar o curso, incluindo as atividades avaliativas, é de até 30 dias decorridos, a partir da data de inscrição.
- Pré-requisitos
• Ter disponibilidade para acessar o curso e realizar as atividades propostas em um período de até 30 dias decorridos, a partir da data de inscrição.
• Ter conhecimentos básicos de informática (pacote Office e Internet Explorer), acesso a um computador com recurso plugin Flash Player e uma conta de e-mail.
• Recomenda-se formação superior concluída ou em curso.
- Conteúdo Programático
• Módulo I - Conceitos e fundamentos da inovação
1. O que é inovação?
2. Por que inovar?
3. Tipos de inovação
• Módulo II - Inovação: cultura e ferramentas
1. Ferramentas de apoio à inovação
2. Criação da cultura de inovação
3. Redes de inovação
• Módulo III - A equipe de inovação e o processo de geração de ideias
1. O líder e a equipe de inovação
2. Métodos e técnicas de geração de ideias
• Módulo IV - As fases do sistema de recompensas
1. Sistemas de recompensa por resultados alcançados
2. Processo de inovação na empresa
• Módulo V - Instrumentos de apoio à inovação
Fonte: http://www.ietec.com.br/inovacao/ead/cursoinovacao.html
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Para País inovar mais, governo aprofundará integração com indústria
Os ministros Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disseram na última sexta-feira, 4, que vão aprofundar a integração com a iniciativa privada na implementação de novas medidas de estímulo à inovação.
O anúncio foi feito durante a primeira reunião do ano da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para incentivar a inovação nas empresas. O evento ocorreu na sede da CNI em São Paulo.
A MEI tem o apoio da Anpei, que se fez representada na reunião pelo seu presidente Carlos Calmanovici, pelo diretor Ronald Dauscha e pelo secretário executivo Naldo Dantas. O presidente do Conselho Superior da Anpei e membro do Comitê de Líderes Empresariais da MEI, Pedro Wongtschowski, também esteve presente.
Para Carlos Calmanovici, o encontro mostrou que o País vive um momento positivo no que diz respeito à inovação tecnológica, com entendimento entre os setores público e privado (veja mais aqui).
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que coordenou a reunião da MEI, disse que o empresariado e a área econômica do novo governo têm mantido intenso diálogo na adoção de iniciativas que melhorem a competitividade das empresas brasileiras. Na sua visão, nada mais natural, portanto, que o estreitamento dessa cooperação se aplique à inovação. “É essencial fazer da inovação uma das principais estratégias para as empresas brasileiras serem mais competitivas”, assinalou o presidente da CNI.
Lucro presumido – O ministro da Ciência e Tecnologia informou que entre as novas medidas de estímulo à inovação que o governo e a MEI discutirão está a possibilidade, a ser negociada com a Secretaria da Receita Federal, de alterar a legislação que proíbe a concessão de incentivos fiscais para inovação às empresas que operam com base no lucro presumido.
A restrição é considerada pela CNI como um dos maiores empecilhos ao acesso à inovação pelas pequenas e médias empresas. A entidade ressalta que os incentivos fiscais destinados à inovação, por serem direcionados às empresas que operam pelo regime de apuração do lucro real, em que se enquadram as grandes companhias, beneficiam apenas 8% das empresas.
Outra iniciativa conjunta do governo e MEI anunciada por Mercadante será o lançamento de um programa que estimule o regresso ao país, para que trabalhem dentro das empresas, de cientistas brasileiros que estão no exterior. Governo e empresariado estudarão em conjunto, também, conforme foi discutido na reunião da MEI, a criação de programas setoriais de estímulo à inovação, beneficiando diretamente alguns segmentos produtivos, um dos itens da agenda de trabalho da MEI.
O MDIC e o MCT analisarão, ainda, como agilizar o processo de concessão de patentes pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), que é lento, retardando a inovação. O prazo médio de concessão de patentes no INPI é atualmente de seis anos. Mercadante informou existirem hoje, no INPI, cerca de 200 mil processos de concessão de patente à espera de aprovação.
Cultura de inovação – Os ministros da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior enfatizaram não existir, no Brasil, uma cultura da inovação, que é urgente disseminar. Tal urgência, segundo eles, é necessária principalmente pela perda de mercados que a concorrência das empresas asiáticas, em especial da China, está impondo de forma acelerada às empresas brasileiras.
(Com informações da CNI)
Fonte: http://www.anpei.org.br/imprensa/noticias/para-pais-inovar-mais-governo-aprofundara-integracao-com-industria/