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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Inovação nas Empresas

RESUMO

Mudanças sempre aconteceram. Mas a velocidade atual pode parecer um tanto assustador. Onde sua empresa vai estar em 10 anos? Certamente bem diferente de onde está hoje. E sua posição vai depender de uma série de decisões tomadas ao longo desse tempo. É certo que empresa vai inovar de alguma forma. E quanto mais preparada para tal, maiores as chances de sucesso.
A inovação pode ser considerada uma necessidade para as empresas. E este trabalho requer esforço, ferramentas e técnicas. Será apresentado aqui algumas definições e ferramentas ligadas ao processo de gestão da inovação nas empresas.

PALAVRAS-CHAVE: Inovação, Criatividade, Competitividade.

1. INTRODUÇÃO

O termo inovação vem ganhando cada vez mais espaço na mídia, nos livros e nas organizações. Toda empresa busca aumento de produtividade e competitividade e uma das maneiras de conquistar esses objetivos é por meio da inovação. No Brasil, este processo ainda é novo para as empresas assim como para o governo, que só há praticamente uma década vem sistematicamente apoiando atividades inovadoras por meio de linhas de fomento e financiamentos para setores estratégicos.
A concorrência acirrada também é outro fator que vem forçando empresas a se adaptarem aos novos padrões impostos pelo mercado. Nesse contexto, só sobreviverão empresas que conseguirem se adaptar às regras cada vez mais rígidas. Para isso, torna-se obrigatório que as empresas ajustem processos, estruturas, conquistem novos mercados e mantenham um portfólio de produtos cada vez mais alinhado às demandas e variações do mercado.

2. INOVAÇÃO NAS EMPRESAS

É consenso entre os autores que a inovação deve gerar valor para a empresa, seja esse valor na forma econômica (redução de custos, aumento de receitas), estratégica (valorização da marca, novo modelo de negócio) ou ainda de
alguma outra forma que seja vista como importante para a empresa ou para seu negócio.
Existem várias formas de uma empresa inovar: em produtos ou serviços (lançamento de produtos ou serviços inéditos ou com melhorias nos existentes), em processos (modificações resultando em economia, agilidade de tempo e flexibilidade no fornecimento de um produto ou serviço), em negócios/marketing (ações para desenvolver novas formas de valorização dos produtos/serviços e marcas entre os clientes), em gestão (alterações na forma de gestão como, por exemplo, modificação na estrutura organizacional, redução no tempo de processamento com o ambiente externo, mudança na imagem da empresa, alteração na estrutura de prestação de serviços, mudança na comunicação interna ou externa), inovação tecnológica (colocação no mercado de um produto ou serviço tecnologicamente novo ou substancialmente aprimorado).
A intensidade com que a inovação acontece também pode variar: inovações incrementais (pequenas alterações ou modificações em produtos, serviços ou processos existentes), semi-radicais (mudança em produtos, serviços ou modelo de negócios com ruptura em um padrão pré-existente) e radicais (oferta de novo produto ou serviço envolvendo mudanças significativas no modelo de negócios).
Para uma empresa promover a inovação serão necessários investimentos em recursos, processos e pessoas. Uma boa estratégia também é essencial para que os esforços gerem resultados desejados e estejam ao planejamento global do negócio. Dessa forma, é fundamental que a liderança esteja disposta a correr riscos, alocar recursos, implantar mudanças, acompanhar projetos, realizar parcerias
A inovação está intimamente ligada à criatividade, que é um dos principais ingredientes do processo inovador. Uma empresa inovadora precisará ter um sistema de sugestões robusto capaz de receber e processar as ideias dos colaboradores. Dificilmente haverá inovação sem o processamento de novas ideias. Para que um sistema de sugestões traga bons resultados, recomenda-se que ele seja simples, rápido nas decisões e que a ideia gerada receba feedback oportuno e claro.
Por representar riscos para as organizações (mas também grandes oportunidades), os governos de vários países apoiam financeiramente empresas que trabalham com inovação. No Brasil, isso não é diferente. Há várias linhas de fomento e financiamento por meio de instituições federais e estaduais. O governo ainda apoia setores considerados estratégicos e favorece o desenvolvimento de projetos em parcerias com universidades e institutos de pesquisa. Cabe à empresa buscar essas informações para aproveitar o que tiver disponível de acordo com seu ramo de atividade.
Uma empresa ainda precisará conquistar um fluxo aberto de conhecimento, com os recursos se movimentando facilmente nas fronteiras entre empresa e mercado. Ou seja, será necessário atrair bons parceiros para se conseguir vantagens como redução do ciclo de inovação, redução nos custos de desenvolvimento, acesso a tecnologias e mercados emergentes e ampliação da capacidade de desenvolvimento.
Outro ponto importante são as análises do ambiente interno e externo. Isso vai ajudar a definir as estratégias de marketing da empresa. Uma inovação não deve ser inicializada e comercializada sem uma visão abrangente do marketing, que integra as áreas e departamentos e o mercado. Há várias ferramentas de marketing que podem ajudar a organização a identificar e definir onde inovar como a Matriz BCG (participação de mercado x crescimento do mercado), a Matriz GE (força competitiva x atratividade do mercado), as 5 Forças de Porter (fornecedores, concorrentes, clientes, novos entrantes e produtos substitutos) e a análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças).

3. CONCLUSÃO

A inovação não é um processo simples e não acontece por acaso. Ela vai demandar esforços de várias áreas da empresa para conquistar bons resultados. Será exigida boa administração dos recursos financeiros, das ideias geradas, das pessoas envolvidas, dos parceiros, da infraestrutura, do conhecimento e dos processos. Será um trabalho desafiador, mas cheio de oportunidades. E a empresa certamente colherá bons frutos.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ADAIR, J. Liderança para inovação: como estimular e organizar a criatividade para sua equipe de trabalho produzir ideias inovadoras. São Paulo: Clio Editora, 2010.
UTTERBACK, J. M. Dominando a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Qualimark, 1996.

Felix Ferreira Ribeiro

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